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Oi, eu sou Lucas Aratake.

Computer Science @ Dartmouth '30

Goiânia · Goiás, Brasil

Lucas Aratake, retrato ambiente — construtor e escalador
// eu, no brasileiro de escalada.
Projetos

Coisas que eu construí

Cada uma com o que é, por que eu fiz, como fiz, o que quebrou no caminho e pra onde vai.

01

Mini Drone ESP-FLY

Status: Em progresso
Drone ESP-FLY montado sob luz rasante 3/4

// segundo protótipo do mini drone

O que é
O primeiro projeto que construí do zero, desde o modelo do frame até as soldas do motor.
Por que eu fiz
Gosto de ver as coisas que eu crio tomando vida. Já havia feito um carro pra uma competição de robótica e queria ir além — o drone é um desafio interessante, e ver o voo é massa demais.
Como construí
Entre uma versão e outra no Fusion 360, sempre achando algo para melhorar, cheguei nesse design e imprimi com esse lindo filamento dourado — o mesmo que uso para vender caixas de figurinhas da Copa. Pedi as peças na China e fui soldando componente por componente, com base num diagrama simples de drone.
O que quebrou / aprendi
Por incrível que pareça, a parte do software deu mais trabalho que fazer todas as soldas — inclusive, ainda estou brigando com as configurações. Também aprendi que se deve planejar muito bem o tamanho dos fios antes da solda; para esse projeto, acabei resolvendo a bagunça dos fios escondendo tudo na caixa do centro do drone mesmo.
Pra onde vai
Minha próxima meta é desenhar um frame mais bonitinho, encaixar uma câmera e focar em deixar o voo mais estável. Depois disso, a ideia é brincar com um pouco de autonomia e, quem sabe, levar ele para competir no GP Drone Racing League.

Stack

  • ESP32
  • Fusion 360
  • Python / MicroPython
  • Solda manual
Drone ESP-FLY na palma da mão, mostrando a escala

// mini drone em escala com minha mão

Macro das juntas de solda do drone

// macro da solda no ESC (sim, preciso de um novo ferro de solda)

Render do frame custom do drone no Fusion 360

// modelo no Fusion

02

Mão InMoov

Status: Finalizando
O que é
Uma mão robótica impressa em 3D, baseada no projeto open-source InMoov. Os dedos são movidos por servos e tendões (de linhas de pesca) que correm por dentro da estrutura.
Por que eu fiz
Gosto muito da ideia de Engenharia Biomédica — vejo como uma oportunidade de juntar dois mundos que adoro: robótica e esportes. Fiz esse projeto para explorar diretamente essa área, e estou gostando muito.
Como construí
Imprimi as peças em 3D, montei o roteamento dos tendões e liguei os servos pra abrir e fechar os dedos. Bastante ajuste fino até cada dedo responder direito. No final, todos os servos foram ligados por meio de um ESP32.
O que quebrou / aprendi
As tolerâncias da impressora deram muita dor de cabeça: toda hora eu tinha que ir na ferragista comprar outro tipo de parafuso, ou imprimir outra peça porque coloquei muita tensão. Além disso, aprendi que tenho que nomear as peças — quando fui colar os dedos, fiquei um bom tempo tentando descobrir qual falange era a do mindinho; por isso, em algumas fotos tem uma fita com o nome da peça.
Pra onde vai
O que quero pesquisar na faculdade são exoesqueletos da cintura pra baixo, controlados por Inteligência Artificial usando sensores de eletromiografia — tornando as próteses capazes de prever os movimentos que o usuário irá fazer e deixando tudo mais eficiente para movimentos não cíclicos.

Stack

  • Impressão 3D
  • Servos
  • Tendões
  • Open-source (InMoov)
Mão robótica InMoov impressa em 3D, montada

// mão montada — meio Frankenstein, os filamentos foram acabando.

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03

Física Além do Papel

Ensinar física na mão — papelão, fita e bolinha de gude — em vez de só decoreba pra prova.

Status: Em andamento
Eu e minha namorada com a turma de crianças do projeto

// eu, minha namorada e a molecada na nossa sala de aula.

O que é
Um projeto que co-fundei, com minha namorada e dois amigos, pra ensinar física na prática. Tiramos as equações chatas do quadro e levamos experimentos, pra que as crianças se apaixonem pela ciência.
Por que eu fiz
Depois de participar do Torneio de Jovens Físicos, uma olimpíada baseada em física experimental, percebi o quanto a física fica mais legal quando você vê acontecendo. Aí quis mostrar essa parte mágica pra crianças que não tinham acesso a laboratórios de física.
Como construí
A gente leva materiais baratos e reutilizáveis pra sala, propõe um desafio físico de verdade e deixa os alunos construírem e errarem. A explicação vem depois, quando eles já viram o fenômeno acontecendo.
O que quebrou / aprendi
Nossa principal dificuldade tem sido arrumar parcerias com as escolas estaduais — muita burocracia. Nosso foco, então, tem sido comunidades e igrejas.
Pra onde vai
Meu sonho era organizar uma feira de ciências do estado: trazer crianças de todas as escolas públicas, mostrar vários experimentos legais e deixar nossos alunos apresentarem o que vêm aprendendo. Já conversamos com a secretaria do estado e estamos encaminhando isso. Além disso, planejamos expandir para além de Goiás — quem sabe ainda esse ano.

Stack

  • Educação
  • Física Experimental
Crianças fazendo um experimento com copo, água e canudo

// eles se divertem.

Eu demonstrando um experimento de papelão para uma aluna na sala

// ensinando ela a fazer um foguete de papel.

Continuo construindo

Sempre tem um próximo projeto na bancada. Vem mais aí.

Missão

Por que eu construo

É difícil dizer no início da sua vida adulta qual sua missão pra vida. Na minha cabeça, eu ainda sou a mesma criança que cresceu querendo ser engenheiro, que ama montar coisas e vê-las funcionando.

No fim das contas, o que eu espero é que minhas construções façam a vida das pessoas ser melhor, porque ver um sorriso no rosto vale muito mais do que um salário absurdo para construir bombas.

Retrato de Lucas Aratake ao ar livre

// eu, por trás de tudo isso.

Contato

Bora construir algo?

Tô sempre afim de trocar ideia sobre projeto, robótica, escalada ou uma boa playlist. Se quiser conversar, é só chamar.